quinta-feira, 30 de setembro de 2010

POEMA - O lixo

O pássaro negro está no ar
Cercando, visando, inalando o resíduo a exalar
A pilha, o mau cheiro, o gás a se espalhar
E o pobre menino a esperar...

A angústia de quem não tem
Um vintém, dirá então um bem
Na busca por alguém, sem ninguém
Ecoando no além, enquanto outros no harém
E o pobre menino a esperar...

O lixo que vem do luxo
O lixo que nutre o bucho
O lixo que faz morada
Morada esquecida, total repelida
Retratos da real vida
E o pobre menino a esperar...

E o pobre menino já se cansou
Da podridão que no humano se instaurou
O pássaro negro que já atacou
O lixo no qual o homem se transformou

E o pobre menino?

Autor: Caio Lorena

sábado, 10 de julho de 2010

Olhares - POEMA

Olhares – Caio Lorena

Olho para o lado e vejo a fome que atinge
Olho para o outro e só enxergo destruição
Olho para cima então, ação antrópica
Olho para o chão, plantas mórbidas

Olhares atentos vislumbrando o feio
Olhando e olhando: roupas, acessórios, dinheiro
Olho de cima a baixo para fofocar
Olho de baixo à cima para admirar

Olhos fechados para ajudar ao próximo
Olhos abertos alimentando o ócio
Os olhos piscam rápido como quem não acredita
Afinal, que mal nos faz, se temos
Roupa, água, comida


Autor: Caio Lorena

sexta-feira, 16 de abril de 2010

POEMA - Tudo ou nada

O que fazer quando
Os teus Valores valem nada
Quando te Desprezam tudo
Tuas ações, Sentimentos do fundo da alma

A Essência já não te constrói nada
O mundo que te tira Tudo
Sem dó, piedade peço pela minha jornada

Caio Lorena

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

POEMA - Tou aí pra ti, Haiti

A tecnologia aprimorada nos desenvolvidos
A pobreza desenvolvida nos sub-desenvolvidos
A crise econômica ganha a mídia, pois, Estados Unidos
A crise da fome que atinge os haitianos sub-nutridos

A conturbação é social, estatal, espacial
A miséria no país é desigual
Você que não sai do conforto da sua cama
Imagine viver a comer bolachas de lama

O terremoto que destrói tudo
A fome que deixa mudo
Mudo embaixo dos escombros
Destruindo a vida, a esperança, os sonhos

A ajuda que sai daqui
Os sonhos que se acabam ali
O lado humano que eu ainda não perdi
Tou aí pra ti, Haiti


Autor: Caio Lorena

POEMA - Tão distante

Um dia eu vou te encontrar
Viajo para onde for, como for, pra qualquer lugar
O mais distante que já pude imaginar
Com você eu sonho, mas quero acordar

Meu pensamento te deseja
Meu braço quer teu abraço
Meu beijo onde quer que seja
Manda os problemas todos pro espaço

Minha mão colada à tua
Admirando a beleza suave da lua
Mesmo que por uma noite te faço feliz
O beijo, o carinho que você sempre quis

No teu ouvido cito frases de amor
Aproveitando as horas, minutos, segundos
Tiro do bolso uma linda e vermelha flor
E te dou o sol, os planetas, meus mundos


Autor: Caio Lorena

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

POEMA - Memórias de um amor

Você é tudo que eu preciso
Traz de volta nosso amor, nossa dor, teu sorriso
Às vezes sozinho eu tento entender
Nossas conversas, nossos planos, a sumir com o entardecer
Nem o tempo, nem os outros conseguem me espairecer

Lembro da tua mão, teu abraço, teu rosto colado no meu
Meu movimento, meu encanto, você nunca esqueceu
Meu carinho, teu preferido
A solidão, nosso pior castigo
As cidades, nosso maior inimigo

Estava confuso, pra te falar a verdade
Confesso que sinto agora, muito mais que saudade
É aquilo que alguém jamais me ensinou
Com você eu entendi, eu descobri o que é o amor

Ao teu lado eu aprendi, sofri e cresci
Não te quero aí, te espero bem aqui
Não deixe a distância nos esquecer
Pois a mesma me impede de sorrir, amar, viver

Autor : Caio Lorena

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

POEMA - Mulher má

Vá para o baile de máscara
Em tua cara cínica só resta a mágoa
Em teu corpo a podridão que exala
Na tua voz a palavra feito bala

O que importa, se o caráter não te importa
Se ser fiel é algo que a entorta
E o teu jeito corta-me a aorta
Como um homem sem caminho, sem rota

Você não sabe o que é amor
Sabe apenas instalar a dor
Como um grandioso e maligno tumor
Como um falso grito de dor

Autor: Caio Lorena