Você é tudo que eu preciso
Traz de volta nosso amor, nossa dor, teu sorriso
Às vezes sozinho eu tento entender
Nossas conversas, nossos planos, a sumir com o entardecer
Nem o tempo, nem os outros conseguem me espairecer
Lembro da tua mão, teu abraço, teu rosto colado no meu
Meu movimento, meu encanto, você nunca esqueceu
Meu carinho, teu preferido
A solidão, nosso pior castigo
As cidades, nosso maior inimigo
Estava confuso, pra te falar a verdade
Confesso que sinto agora, muito mais que saudade
É aquilo que alguém jamais me ensinou
Com você eu entendi, eu descobri o que é o amor
Ao teu lado eu aprendi, sofri e cresci
Não te quero aí, te espero bem aqui
Não deixe a distância nos esquecer
Pois a mesma me impede de sorrir, amar, viver
Autor : Caio Lorena
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
POEMA - Mulher má
Vá para o baile de máscara
Em tua cara cínica só resta a mágoa
Em teu corpo a podridão que exala
Na tua voz a palavra feito bala
O que importa, se o caráter não te importa
Se ser fiel é algo que a entorta
E o teu jeito corta-me a aorta
Como um homem sem caminho, sem rota
Você não sabe o que é amor
Sabe apenas instalar a dor
Como um grandioso e maligno tumor
Como um falso grito de dor
Autor: Caio Lorena
Em tua cara cínica só resta a mágoa
Em teu corpo a podridão que exala
Na tua voz a palavra feito bala
O que importa, se o caráter não te importa
Se ser fiel é algo que a entorta
E o teu jeito corta-me a aorta
Como um homem sem caminho, sem rota
Você não sabe o que é amor
Sabe apenas instalar a dor
Como um grandioso e maligno tumor
Como um falso grito de dor
Autor: Caio Lorena
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Poema - Homofonia
Já procurei fazer um censo
Para entender qual o teu senso
O que te faz aos céus ascender
Aquilo que eu não consigo acender
Já tentei flores ou um bonito buxo
Mas parei quando vi o teu bucho
Depois fiz de tudo para consertar
Palavras calmas para concertar
Às vezes acho que sou um insipiente
Ou talvez você que é incipiente
Já ofereci castelo e paço
Mas me diga para onde vai o seu passo
Tira o ponto desse laço
Pois de você já estou lasso
Autor: Caio Lorena
Para entender qual o teu senso
O que te faz aos céus ascender
Aquilo que eu não consigo acender
Já tentei flores ou um bonito buxo
Mas parei quando vi o teu bucho
Depois fiz de tudo para consertar
Palavras calmas para concertar
Às vezes acho que sou um insipiente
Ou talvez você que é incipiente
Já ofereci castelo e paço
Mas me diga para onde vai o seu passo
Tira o ponto desse laço
Pois de você já estou lasso
Autor: Caio Lorena
Poema - Chega solução
Tanta demora para um simples sim ou não
Qual o problema para uma solução
Marca de vez um x na questão
Do lado interior vem a tua imprevisão
Do lado exterior a frieza da tua mão
Mas eu odeio essa sua indecisão...
Espero uma resposta do fundo do coração
Uma resposta disposta com argumento e razão
Se me acolhe como amor ou dispensa como pavão
Nasci em fevereiro para tua salvação
Mas eu odeio essa sua indecisão...
Me aceite, me ame, ninguém gosta da solidão
Da paixão, da solidão, tomaria qualquer poção
Juro que não coleciono figurinha em coleção
Será que é medo ou ilusão?
Mas eu odeio essa sua indecisão...
Autor: Caio Lorena
Qual o problema para uma solução
Marca de vez um x na questão
Do lado interior vem a tua imprevisão
Do lado exterior a frieza da tua mão
Mas eu odeio essa sua indecisão...
Espero uma resposta do fundo do coração
Uma resposta disposta com argumento e razão
Se me acolhe como amor ou dispensa como pavão
Nasci em fevereiro para tua salvação
Mas eu odeio essa sua indecisão...
Me aceite, me ame, ninguém gosta da solidão
Da paixão, da solidão, tomaria qualquer poção
Juro que não coleciono figurinha em coleção
Será que é medo ou ilusão?
Mas eu odeio essa sua indecisão...
Autor: Caio Lorena
domingo, 27 de dezembro de 2009
POEMA - Circo nacional
É muito fácil vender sua opinião
Em troca de cinqüenta, apoiar a corrupção
Como se não bastasse, vai no mercado
Vender o país, a cidade ou o próprio estado
É muito fácil reclamar do que vê na tevê
Se o telejornal está mostrando o verdadeiro você
Achando tudo normal, você não vê a máscara
Com o seu dinheiro compram sítio, fazenda e chácara
Seus escolhidos vão pra Brasília
Quando deveriam ir para a bastilha
A bastilha pronta, aguardando o político
Coca-cola, pipoca e que comece o circo
Circo que a platéia é a palhaça
O circo que não tem a menor graça
O circo nacional quase todo viril
O circo que chamamos de Brasil
Autor: Caio Lorena
Em troca de cinqüenta, apoiar a corrupção
Como se não bastasse, vai no mercado
Vender o país, a cidade ou o próprio estado
É muito fácil reclamar do que vê na tevê
Se o telejornal está mostrando o verdadeiro você
Achando tudo normal, você não vê a máscara
Com o seu dinheiro compram sítio, fazenda e chácara
Seus escolhidos vão pra Brasília
Quando deveriam ir para a bastilha
A bastilha pronta, aguardando o político
Coca-cola, pipoca e que comece o circo
Circo que a platéia é a palhaça
O circo que não tem a menor graça
O circo nacional quase todo viril
O circo que chamamos de Brasil
Autor: Caio Lorena
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Poema - A fome dos outros
Enquanto você de fartura, come
O outro lado vive na miséria
O outro por trás de um galho se esconde
O outro come até pedra e terra
Enquanto você desperdiça a comida
O outro lado chora por vida
Lágrimas de tristeza e abandono
Enquanto você no sofá de luxo, cai no sono
Enquanto você pensa no light ou diet.
Escolhendo entre vinho, champagne ou sprite
O outro morre por falta de água
E o urubu não perdoa nem a pobre alma
Se você tem nojo no porco, da bisteca
Imagine da criança que tem visível, a costela
Enquanto para você magreza é sinônimo de beleza
O outro lado vê esta beleza, com tristeza
A tristeza de quem daria tudo
Daria tudo por um prato de comida
Prato de comida como uma destemida
Destemida fome de viver neste mundo
Mundo que não passa de inútil
Inútil, imundo, inacreditável e fútil
Autor: Caio Lorena
O outro lado vive na miséria
O outro por trás de um galho se esconde
O outro come até pedra e terra
Enquanto você desperdiça a comida
O outro lado chora por vida
Lágrimas de tristeza e abandono
Enquanto você no sofá de luxo, cai no sono
Enquanto você pensa no light ou diet.
Escolhendo entre vinho, champagne ou sprite
O outro morre por falta de água
E o urubu não perdoa nem a pobre alma
Se você tem nojo no porco, da bisteca
Imagine da criança que tem visível, a costela
Enquanto para você magreza é sinônimo de beleza
O outro lado vê esta beleza, com tristeza
A tristeza de quem daria tudo
Daria tudo por um prato de comida
Prato de comida como uma destemida
Destemida fome de viver neste mundo
Mundo que não passa de inútil
Inútil, imundo, inacreditável e fútil
Autor: Caio Lorena
Poema - Homografia
Desse teu jogo
Eu não mais jogo
Do teu desespero
Não me desespero
Se me dá cede
Passo na tua sede
Me chama pro almoço
Então, almoço
Pois quando você parte
É só mais uma parte
É como insistir no erro
Que no final eu sempre erro
É o fim
Tchau, enfim
Adeus!
Autor: Caio Lorena
Eu não mais jogo
Do teu desespero
Não me desespero
Se me dá cede
Passo na tua sede
Me chama pro almoço
Então, almoço
Pois quando você parte
É só mais uma parte
É como insistir no erro
Que no final eu sempre erro
É o fim
Tchau, enfim
Adeus!
Autor: Caio Lorena
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