sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Um dia atípico em três atos

Corria tranquilamente pela rambla de Pocitos ao som de Marcelo Jeneci - ou seria Los Hermanos? Jorge Ben sei que não era porque já escutei outras vezes e hoje não queria. "Olha, que monumento bonito", penso. Paro para fazer umas fotos rápidas e me viro para retomar o exercício, quando um brasileiro no alto de seus 55 anos me para:

- Você é de Itatiba?

- Não, sou de Maceió.

- Ah, eu vi o que tava escrito no escudo da camisa do seu clube e pensei: é brasileiro.

- Hahaha, sim. Vocês estão passeando aqui? - pergunto aos quatro, já que estavam em dois casais.

- Sim, vamos ficar por quatro dias. Quê que tem dxi bom por aqui? Acabamos de chegar e viemos à praia.

- Vocês estão no melhor bairro, há muita opção de restaurantes....

- Entendi. E onde que compra a marijuana?

- Hahaha, não sei, eu não fumo - respondi, surpreso, porque eram dois homens no alto dos seus 55 anos acompanhados pelas senhoras, que não esboçaram reação.

O outro, mais tímido, solta:

- Eu não sei onde comprar nem no Brasil, imagina aqui.

- Hahaha, pois é. Bem, então vou indo. Boa estadia para vocês e que aproveitem muito.

- Obrigado, bons estudos.

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Já tou cansado, mas vou colocar "Temporal" do Jeneci para que eu não relaxe e vá correndo até o fim. O telefone toca. Meu amigo diz que o Mathias (uruguaio) entrou para jogar no campinho de areia a convite de outros uruguaios. Acelero os passos e chego um pouco já cansado. Entro, enfim, no "beach soccer" e começo a participar do meu primeiro racha em solo uruguaio. Quem diria??

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A fome é inevitável após o rachinha na areia. Na fila do pão, avisto um brasileiro com a camisa do Bahia selecionando algumas cervejas no freezer, provavelmente estava fazendo algum churrasco com outros amigos brasileiros. Gentil, disse que posso passar pela casa deles a qualquer momento.


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